



No mesmo ano, foi a primeira pessoa transgênera a discursar na Organização dos Estados Americanos, a convite do Geledés.
Mas a história de Neon não termina nas conquistas que já alcançou.
Ela parte delas.
Porque, para Neon, transformar não é apenas mudar a própria vida. É transformar as estruturas que ainda impedem tantas pessoas de viver com dignidade, segurança, cuidado, pertencimento e possibilidade de futuro.
É fazer da presença representação.
Da representação, orçamento.
E do orçamento, política pública.
EXISTIR.
SONHAR.
REALIZAR.
A Neon
A Jornada da Resistência
Neon Cunha nasceu em Belo Horizonte e cresceu em São Bernardo do Campo, acompanhando de perto o trabalho, as lutas e os sonhos de quem constrói a vida todos os dias.
Filha de uma trabalhadora doméstica, herdou da mãe mais do que uma história de luta. Herdou um jeito de enxergar. A capacidade de reconhecer vida, dignidade e potência onde tantas vezes o mundo escolhe não enxergar.
Mulher negra, ameríndia e transgênera, Neon atravessou a redemocratização, as lutas do ABC e os movimentos de mulheres negras e LGBTQIAPN+. Sua trajetória passa pela publicidade, pela arte, pela educação e pela moda, mas também pela defesa concreta de direitos.
Em 2016, levou à Justiça uma luta pelo direito de alterar nome e gênero nos documentos sem ser submetida a avaliações médicas e procedimentos abusivos. A decisão favorável ajudou a abrir caminho para que pessoas trans e travestis pudessem ter sua identidade reconhecida sem a exigência de diagnósticos e laudos médicos.







